UM PORTUGUES EM VANCOUVER

Chamo me Tiago Ribeiro, e desde a 9 anos que imigrei para o Canada, mais precisamente, para uma das mais belas cidades do mundo de seu nome VANCOUVER.Aqui irei mostrar e reflectir, sobre esta bela cidade, Cultura e Culturas, a experiencia da imigracao, reflexoes pessoais e sobre Portugal e Canada, entre outros temas e questoes desta VIDA de Imigrante e do MUNDO que me rodeia.. ....VIVE SE ESCREVENDO E ESCREVE SE PARA VIVER...

Tuesday, March 21, 2006

Quando a Teologia se tornou Monotonia



Quando cheguei ao Canada tornei-me Budista, foi, estava precisar de mudar por multiplas razoes. Mas esta escolha embora pareca "estranha", esta muito realcionada aos valores portugueses, alguns que me perturbam, e a uma nessecidade premente de novos horizontes morais, emocionais e intelectuais.


Mas o que gostava de vos explicar e mostrar sao os reais factores que me levaram a esta escolha, porque acrdito que muitos pontos de interrogacao devem ter surgido ao dizer a minha escolha. Tudo comecou quando cheguei a Portugal, e foi numa altura em que andava um pouco perdido que me tornei cristao, por escolha propria.


O facto de estar perdido devia-se a ter emigrado para Portugal e me sentir algo incomodado pelos valores portugeses que tao diferentes eram dos Mosambicanos, onde tinha vivido.
Quando crianca fiz catequese que me fez fica apaixonado pelo cristianismo e poucas eram as vezes em que nao ia. Anos mais tarde, tornei me escuteiro tanto pelos fascotes sociais como cirstaos e durante a minha vida de escuteiro nunca minha fe vacilou, e foi por estas alturas que as filosofias orientais comecaram a entrar desntro dos meus interesses.


Ainda estava para vir algo que fez repensar a minha fe e o que e ser cistao, ou mesmo ter uma crenca. Durante o escutismo a minha fe cresceu e tornou-se solida, fazendo com que mesmo que alguem me deseja-se mudar a minha visao de Deus nao conseguiria, mas tudo muda, ja se diz no Budismo, e a mudanca em poucos anos chegou.


Certo dia tive conhecimento de um grupo de jovens que existia em Santiago e faziam parte dele um vizinho meu e talvez por essa razao decidi-me aproximar para ver. Desde sempre andei em busca de alguem que me aceita-se e me quise-ze como amigo semfazer qualquer tipo de julgamento. Nos escuteiros isso nao se notava muito, mas neste grupo de jovens as "mascaras" da amisade escondiem veneno que mais tarde comecei a sentir.


Quando cheguei ao grupo de jovens, ate fui bem rebido e todos pareciam honestos ao ponto de me aceitarem como sou...mas o jogo de espelhos mudou. Emquanto estava no grupo de jovens fiz o crisma, o que me levou a aprofundar mais a minha fe, mas que houve que me fez mudar? para responder a isso tenho que descer do nivel divino para o nivel terrestre, pois so assim se percebera.


Haviam varios problemas neste grupo de jovens, um dos quais eram a suas heirarquias que se viam deviso aos "meninos ricos" estarem com os "meninos ricos", e os "pobres" com os pobres, claro que haviam alguns que se humilhavam para estar entre a "classe" superior, mas de resto pouca ligacao real havia entre os dois grupos. Ambos queriam agradar ao senhor padre, mas so os mais elevados socialmente e economicamante caiam nas boas gracas ecleseais.

Cantavam-se cancoes lindas que falavam de amor ao proximo e de dadiva a quem precisava, e muitos haviam que precisavam no grupo, mas quem devia ver nao via, e as belas palavras estavam so nas cancoes nunca na realidade, onde os grupos exitiam para dar gracha aos egos dos seus lideres e amigos, aos quis os "vassalos"/amigos queriam sempre agradar e alegrar.
Varias vezes se tentou por tudo em "pratos limpos", mas quem tinha poder dentro do grupo nada fazia, quem tinha poder de querer e fazer? Parece-me obvio, quem estava no topo, que explicarei melhor mais a frente quem sao. E havia neste grupo alguem que "equilibrava" a heirarquia, dois irmaos que eram o real centro do grupo, de facto desde que houvesse alguem com um ego suficientemente grande e com alguma influencia social no grupo havia sempre alguem para fazer andar o braco, ou pelo menos, fazer parecer que ele estava a avancavar. Quando o senhor padre estava presente, todos pareciam mudar de personalidade, mas a verdade aparecia na sua ausencia.

Ele sabia que o grupo estava disfuncional, mas nada fazia..e a palhacada continuava, a tencao continuava mas ninguem fazia nada. E claro como e obvio, no grupo haviam egos mais brilhantes que outros, e os menos viziveis ninguem queria saber..la se ia o cristianismo cheio de boas intecoes pelo cano a baixo. Tudo estava nas maos nos meninos ricos de egos grandes..tudo andava ao arrasto deles, e o orgarnizadores? eram os seus maoires amigos, eles, os ricos, eram e sao o que faz deste grupo um grupo arrogantemente elitista.


Pessoas foram saindo do grupo de jovens, ocasionamente, razoes? acredito que nenhuma delas tinha haver com Deus, parece-me sim, que tinham mais haver com vaidades e arrogancias humanas. Pareceu me e parece-me que havia alguma disfuncionalidade no grupo, e aonde eu encaixava nisto tudo? Eu nunca fui um rapaz de grandes egos ou mesmo de estatuto social elevado, por isso ficava sempre com quem me percebia melhor, nos niveis mais "simples" sociais e pessoais.


E quem podia entrar no grupo? literalmente toda a gente, mas quem tinha mais hipoteses de ficar? ai terei de voltar a mini heirarquia que la se formava. quem era aceite neste grupo de "puros" espiritos eram nem mais nem menos aqueles que vendessem a alma aos meninos dos doutores e engelhiros no topo e lhes prestasem "alegre" vassalagem. E os outros? simples, eram ignorados e nunca ninguem lhes dava real importancia, podiam ouvir, mas o concentimento ia para quem tivese o ego e o poder economico maior, nesta "cadeia alimentar". Por estas alturas, ja as minhas leituras sobre o Budismo ambragiam ja as complexidades desta filosofia que comecei a aceitar e admirar.


Mais grave ainda, isto a que referi neste grupo, estendia-se a, niveis superiores e menos jovens, dentro da sociedade eclesial. Santiago sempre foi um sociedade onde o poder economico, influencia social e posicao na heirarquia, sempre teve mais importancia do que o Real valor do individou, logo, o que se dava neste pequeno grupo de jovens era uma extencao disso mesmo, e Deus nao passava de uma desculpa.


Claro que no grupo havia mexericos, amores, traicoes e tudo que faz deus ficar orgulhoso de nos, e Deus onde esta nisto tudo? eu vi-o e eles tambem pareciam O ver, nas cerimonias religiosas (de procisoes a casamentos), onde demonstravam uma amisade e respeiro sem precedentes, ali era o paraiso, so que quando terminava a cerimonia la se iam os "sinceros" gestos e as "paz de cristo" por agua a abaixo. E a realidade era, que tudo nao tinha passado de uma interpretacao.


Que amigos Verdadeiros fiz deste grupo de jovens? uns tres ou quatro, nada mais de um grupo de doze, dos outros...varias vezes os ouvir dizer que era maus amigos, bla bla, bla, bla..eu precisava de Amigos que me percebessem e estivessem comigo, sim, mas eles nunca o foram nem o consequiram demonstrar. Quando sai do grupo os meus "amigos" que antes pensava poder confiar, atacavam-me -sera que me esquecer de dizer que eles eram cristaos- como o sempre fizeram, e quando me tentava ir ter com eles, com os que me pareciam ter sido honestos, de facto, eram tao iguais aos outros.


E pouco a pouco, a minha fe foi morrendo, pois reparei que esta era apenas uma invencao humana e Igreja era, nao passava de uma farca sobre a proteccao silenciosa de Deus. E o concervadorismo e os concervadores que matam e sempre mataram Portugal, mas ninguem faz nada, porque sao estes concervadores, com as suas visoes miseravelmente decadentes, que tem Portugal "nas maos" e que o fazem viver na sua ilusao/estagnacao.
Este e o Real estado da Igreja e da sociedade portuguesa nos dias que correm, mas ninguem faz nada nem quer fazer, nem mesmo Deus. Eu sei que os "meninos de bem" vao me odiar por o que aqui escrevi, mas tambem eles nem sequer amigos eram, a diferenca nao e muita. Se o fizerem e porque alguma coisa/verdade os incomodou, visto as mentiras serem algo que lhes pouco incomoda.


Varias perguntas me surgiram enquanto pertencia a este grupo de jovens das quais nunca tive resposta, como: porque raio eles nao me dizem o que sentem e logo se resolve tudo? ou, que lhes fiz para eles me tratarem assim, sera que e devido ao meu pai ser um anonimo electrecista? porque sera que nunca niguem teve os "cochones", de me dizer o que fiz eu para ser tratado desta forma arrogante?


Aqui estao as razoes que me levaram a ser Budista, parece me que existe mais liberdade e expontaneadade no Budismo e as heirarquias nao sao de tanta importancia. Isto de mudar de crenca nao nada novo, isto mostra que algo nao evolui, e que ha varios problemas, na religiao da qual se saiu e que e nessecario alguma flexibilidade.
O que atras referi, nao sao coisas do passado, NAO, existe actualmente e assim se vive de ilusoes e arrogancias, e talvez seja por medo de ver que isto e uma enorme ilusao, que este grupo continua a viver de futeis heirarquias e eclesial concervadorismos. Mas isso e algo que o cristianismo ja sabe de cor e salteado, mas so que opta sempre por permanecer no confortavel e heirarquicamente vantagoso, conservadorismo....

Thursday, March 16, 2006

Brian Jungen, inovador da Arte Moderna



Orca (Brian Jungen)





**(notas) mais informacoes so teclar na foto/titulo.

Monday, March 13, 2006

Viagem ao Monte Seymour


Recentemente fui a um dos mais belos e famosos montes da area geografica de Vancouver, este centro turistico e social e o Monte Seymour. Ir ao Monte Seymour da nos sempre a possiblidade de ver o que a natureza canadiana tem de mais belo para se ver e desfrutar. E como se recuase-mos ao tempo do cowboys, sem precisar de uzar uma maquina do tempo, pois a natureza que os nossos sentidos captam, no Monte Seymour, e a mesma que os aventureiros do Oeste viram e sentiram, pois tudo permanece intocavel e bela como sempre foi.


E um daqueles lugares, que so se costumam ver em calendarios, so vendo se pode acreditar, pois as minhas palavras nao lhe chegam a fazer justica .... Mas neste caso, todos o podem este espectaculo a custo 0. Mas se desejar deslizar na reluzente neve, talvez esse prazer, ou dor (na ausencia de experiencia), lhe va custar entre os $24 e os $39, caso queira skiar.
So um aviso aos interesados, chega a estar tao cheio o monte Seymour nas epocas altas, que descobrir um lugar vago para estacionar, e em si uma aventura antes da aventura a serio.(Para saber/ver mais, e so teclar no titulo)


Alem da magnifica natureza que Seymour que tem para oferecer e a neve que faz do Monte Symour. No inverno, Seymour, esta constatemente cheio de pessoas, dos que vai skiar aos que veem os outros em tal actividade. E preciso salientar que o povo canadiano, e um daquele tipo de gente que, fassa chuva, (que chega a ser muita), sol ou neve, estao constatemente a fazer alguma actividade ao ar livre, saliento constatemente. No Seymour, chaga-se a ver criancas que acabaram de aprender a andar a skiar entre os adultos, isto mostra que, sem duvida o amor e respeito pela mae Natureza, existe como valor essencial no Canada.


Este espirito tambem faz com que se veja, por vezes, individuous a correr nas ruas da Vancouver enquanto esta a chuver a cantaros. Aqui nao se sabe o quem comecou primeiro, se foram os canadianos que nasceram para a Natureza, ou se foi a Natureza que nasceu para os canadianos, pois ambos andam sempre juntos em simbiose. E a organizacao Greenpeace nao "nasceu" no Canada por acaso... tudo esta ligado, parece-me.


No Monte Seymour, amigos se reunem, namorados (ela chinesa, ele americano, por examplo) skiam, familias convivem, solitarios contemplam e ali as "pequenas geracoes" , que serao o futuro do Canada, brincam em infantis brincadeiras. E no Monte Seymour, sem sombra de duvida, todas as Culturas se divertem, na branca neve, propreidade de todos. Num unico Monte, o Canada real se torna algo Universal, aonde todos os Povos se reunem sobre a bandeira unificadora da Diversao.

Saturday, March 11, 2006

Leituras Alentejanas (Manuel da Fonseca)


Tenho que confesar, a primeira vez que li Manuel da Fonseca foi no estrangeiro. O que descobri foram as pessoas que conheco quando vou ao Alentejo, os seus ditos, a sua maneira honesta de abracar e aceitar as durezas da vida.
Ler Manuel da Fonseca no estrangeiro, chega quase a ser uma viagem transdente, dentro das nossas memorias colectivas de um Alentejo que ano a ano vai se perdendo.


Falo dos livros de Manuel da Fonseca, porque todos pensam e mostram-nos como se vivia e se era "nos tempos que ja la vao". No entanto, este grande escritor mostra tambem algo muito caracteristico atraves da sua escrita, o pesimismo Alentejano.
Este pessimisto, roca por vezes, um existencialismo, mais profundo, tao Alentejano, nao tendo este nada tem haver com movimentos intelectuais, pois este brota das mais profundas experiencias de um Povo que cresceu sobre a lutar contra os elemetos para viver. E por isso se fez "existencialista" por forca de uma vida dura e sofrida, que muitos romantisam e nem chagam a imaginar a realidade.


Manuel da Fonseca, consegue como ninguem o ritmo da vida e a alma dos seus personagens e nostalgias. Ele mostra-nos as intimas solidoes, medos e questoes de um povo que vive numa terra em que todos se conhecem desde sempre.

Ler Manuel da Fonseca e ler o Alentejo, nas suas complexidades e durezas...posso mesmo dizer que, ler Manuel da Fonseca e ir ao Alentejo sem ser preciso viagar e onde cada pessoa conta a sua historia e nos da a ver os tempos nostalgicos quando a Terra arida e criadora.

Talvez quem tenha chegado perto do que Manuel da Fonseca mostra e conhece, tera sido Jose Saramago no seu primeiro romance "Levantando do Chao".
Ambos os escritores dao nos a ver e sentir o Alentejo...porque, o Alentejo nao se conhece atraves dos sentidos, mas sim com o coracao e alma, so assim se pode saber o que o Alentejo E, hoje e sempre.

Friday, March 10, 2006

The Drive


A Drive, e como e conhecida, mas esta famosa rua canadiana chama-se commertial drive. E embora o nome soe a rua comercial de facto o comercio mais representativo desta rua sao restaurantes e cafes. Mas porque falar desta rua e nao de outras? bem, isso deve-se ao facto do que acontece neste rua.
E que houvese uma rua que posso classificar de liberal e bem representativa so espirito canadiano, eu apontaria a commercial drive como um lucal on isso se da. Esta rua e um lucal onde o alternativo e norma e onde ha no ar uma energia dos 60's e 70's.

Na commertial drive os Hippies nao sao memoria perdida, muito pelo contrario, nesta rua o espirito Hippy esta de boa saude e concelha-se.
Mas ha outras atraccoes nesta rua, por examplo e nesta rua que existe uma organizacao que ajuda emigrantes, (www.mosaicobc,ca ) ha lojas de roupa de roupa em segunda mao, lojas que vendem livros e material mistico, e para tornar a esta viagem aos 70's mais real, por vezes sente-se no ar um cheiro a marijuna, que segundo creio, pode ser comprada em algumas destas lojas.


Vir a vancouver sem ir a commmertial e perder grande parte da divercao. E para quem quer recordar comida portuguesa, pode o fazer no PSOV. Quando se entra e como voltar a Portugal sem levar com 12 horas de voo, e magnifico.
Neste restaurante portugues ha sempre no menu Bifanas e Pregos a um preco bastante acessivel. Aqui fica a sugestao desta inconografica rua e deste restaurante tipico portugues..um lugar sem duvida a ser conhecido.

Thursday, March 09, 2006

Alentejo, Destino e Saudade



Estando longe de Portugal, por vezes da-me uma forte nostalgia de uma regiao em particular, o Alentejo . Esta nostalgia, vem sempre junta com o amor por aquela terra e pela vontade e o desejo de querer que coisas fossem diferentes, porque nao serao?. o Alentejo de que tenho saudades vive em cada alentejano e em cada alentejano, tenho saudades de Sentir o Alentejo, o seu espirito e existencia. Nao, o Alentejo dos museus, dos castelos, das ruinas, mas tambem, visto esta regiao estar cheia de locais por onde Romanos, Celtas, Fenicios procuraram espalhar as sementes as suas maneiras de estar e de pensar, e alguns conseguiram isso de forma magnifica.



O Alentejo de que tenho saudades, e o alentejo das casas pequenas, das aldeias de casas brancas e ruas sos, das longas e aridas planicies a perder de vista, mais precisamente daqueles lugares onde a pessoa se sente em casa, mesmo nao conhecendo ninguem. O Alentejo "perdido" que me faz recordar e pensar. Ele nao e romantico, pois a aldeia, no interior Baixo Alentejano, de onde os meus pais vem e um esboco perfeito do que acabei de escrever.
Eu sou Alentejano de raiz, o alentejo corre-me nas veias por assim dizer, nasci no Alto Alentejo de familia do inteior do Baixo Alentejo (perto de Cuba). Embora, as minhas raizes estejam no inteior do Alentejo "esquecido", vivi grande parte da minha lusitana experiencia, no citadino, Litoral Alentejano.
O Litoral Alentejano... esse e outro Alentejo, onde ha no ar uma "vibracao" de cidade, em que se veste mais para encantar os outros que a si mesmos e onde ser rural tem algo de indefinivel incomodo. Onde as feiras, sao tanto de vaidades, como de pobres pessoas que vendem os seus artefactos, para mostrar que ha Esperanca e que a tradicao ainda nao morreu . Ha sempre Esperanca, so que esta poucas vezes, anda acompanhada de apoio colectivo ou politico, e quando aparece, vai tao depresa quanto veio, "e bonito, e bonito, mas os jovens querem outras coisas", e o que se diz.


Neste Alentejo, o outro Alentejo, o Baixo, parece ser outro mundo, dentro do mesmo mundo. No Litoral Alentejano sente-se o cheiro de Lisboa, nao so os das fabricas, as vezes, mas tambem o da maneira de ser e de estar. Eu nao quero transmitir a imagem que o Litoral e pior que o interior, porque se formos a ver, ambos lutam por crescer, por Ser...por mostrar que nao estao esquecidos. Ambos o Alentejos, de que tenho saudades, tem as suas dores e ambicoes.


Por comparacao, o que o Alentejo do Litoral quer e o que o Alentejo do Interior, por vezes, se arrepende de ter perdido, as raizes ( nas tradicoes que se esquecem). Ambos buscam algo melhor. Enquanto o Alentejo Litoral busca evoluir, sem perder aquilo que tem, mas o tempo nao perdao, sim o maior inimigo do Alentejo e o tempo.

Por causa do tempo, morrem e esquecem-se as tradicoes. Por querer avancar no tempo abandonam-se aldeias em busca de cidades mais "modernas", " ai e gostas de morar na Baixa da Banheira?", gosto sim, e moderno, um pouco poluido, mas moderno, fica perto de Lisboa". Muitos descobrem que andar a frente do tempo ou atras dele, perde-se sempre algo....
Nao posso deixar de relfectir no Alentejo e no que ele e para mim, e acho, para muitos que dele sairam. E talvez, eu tenha saido do Alentejo em busca de um "novo mundo", "moderno", mas tudo se reduz a escolhas.


E talvez seja no topico das escolhas, e no seu dilema, que ambos os Alentejos vivem, para onde vao? e como vao? no tempo que vivi em Portugal nunca o discurso da desertificacao mudou de tom, quem nao se lembra da notica das escolas do interior que so tinham tres ou quatro criancas? Ou das cidades "modernas" do Litoral Alentejano, a terem um nivel criminal, a lembrar os suburbios de uma grande cidade? ..Esta tudo nas escolhas que se fazem, das escolhas individuais de cada Alentejano ate chegar ao nivel maior de poder, tudo Escolhas.


Claro que os dois Alentejos, estao a tentar trabalhar com o que tem, turismo, criacao de pequenas empresas, que mais podem fazer? Os doutores, "filhos da terra", estao a tentar construir o que vai ficando esquecido. Mas o esforco nao e homogeneo, cada um da a sua moedinha aliatoriamente com a sua contribuicao, mas as pessoas nao se reunem para colaborar, e quando o fazem, os interesses pessoais, por vezes, superam os colectivos.... e la se vai por agua a baixo as boas intencoes iniciais. Tenta-se como se pode perservar o que existe, criando rotas dos museus, mostrando os cantos e gastronomia alentejanas, mas existe sempre o fascinio da Mudanca.

Quando a Mudanca vem, o que cria e sempre aquilo que nao se desejava...talvez a mudanca nao foi planeada, ou talvez nao se pensou nas consequencias, porque o fascinio de mudar superou-se a tudo o resto. Na grande parte das vezes, quem escolhe a mudanca, e um pequeno grupo de pessoas que ao querer representar o colectivo, nos seus desejos e ambicoes, destroem aquilo que o o colectivo desejava preservar...quanto casas antigas tornadas habitacoes? quantas pousadas que eram antigos castelos?

Eu volto a repetir, nao condeno o progresso, condeno sim a forma como e feito.
Porque se virmos bem, falta comuicacao entre os que escolhem e os que querem perservar...mas ambos querem evoluir e nao cair no esquecimento tao doloroso. Por isso, talvez a unica solucao, seria se todos se unissem e se ouvissem, para que todos alcancassem o que todos desejam.
Os Alentejos de que tenho saudades vive hoje com varios dilemas, mas esses dilemas estao nas maos de quem questiona e de quem deseja fazer alguma coisa. Esse Alentejo nao e ilusao, os Alentejanos sabem-no....chegou a altura do povo se unir, e unido Escolher...

.....O Pais do Emigrante e o Mundo....


Perguntam-me varias vezes, no msn, os amigos do colegio, "porque vieste para o Canada?","porque nao ficaste em Portugal?" e a resposta que dou faz-me sempre recuar a minha infancia em Mosambique, passa por Portugal, e termina aonde estou actualmente. A emigracao vem sempre como resultado de um mal-estar, muitos falam do lado economico, social, espiritual..mas muitos ignoram o lado pessoal/individual.


O que segue nas proximas linhas, se tiveres a pacencia de ler e de entender, e a minha visao daquilo que sou e da razao porque sou e sempre me senti, um "Emigrante".
Para comecar, quero terminar com a poesia rectorica e comecar com os Factos. Nasci em 79, nessa altura meu pai estava em Mozambique como cooperante do governo Mosambicano para recontruir o pais, e foi como concequencia das escolhas do meu pai que fui para Mozambuique com a minha mae passada duas semanas de ter nascido.

Em Mosambique torne-me naquilo que Sou, e numa terra em guerra, Fui muito mais do que alguma vez na Vida desde aquela altura. La aprendi e sube o verdadeiro signidicado significado de Liberdade pessoal, Honestidade com o Outro, e Amisade profunda em relacao a aqueles que respeitamos.- Num pais em guerra onde ha fome que mata, que outras licoes se podem aprender vindas das pessoas que sofrem primeiro estes males na primeira pessoa??.., Se pensarmos bem, Hipocrisia, tao familiar aos paises modernos, e arrogancia em tempo de guerra mata, e eles sabem-no.- Mas sao estes valores humanos que aprendi de Mosambique, que fazem as pessoas resistiram/subreviverem a Guerras a Fome e Pobresa. Mas o crime e violencia espreita sempre, na sombra desta sofrida sociedade, como resultado das nesseciades Humanas essenciaisnunca satisfeitas.


Tive empregados negros, mas como e logico nao tinha idade para defenir a diferenca entre mestre e "escravo", e por examplo familiar e da muiti-culturalidade dos seus amigos, nunca aprendi a desrespeitar/ofender alguem diferente culturalmente. Despois dos meus verdes anos, "paradisiecos", em Mosambique seguiram-se os anos de "pesadelo" em Portugal, como acho que devem ser chamados.
Quando cheguei a Portugal aos sete anos sofri um choque, e nao fui o unico na familia, de valores, ideas, e ate "civilizacional"...custou a integracao em Portugal, nao posso negar. Eu portuges e no entanto outros que tinham a mesma nacionalidade que eu, nao pareciam pensar, agir ou ate ser parecidos a mim. Este foi o meu "dilema" existencial, desde sempre, em Portugal; as pessoas que me rodeavam em Portugal nao tinham sentido, visto, vivodo aquilo que eu tinha vivido, como podiam elas me perceber quem eu Era?.


Anos mais tarde, vi que, eu e Portugal, nao fomos feitos para nos compreeendermos, ambos tinhamos diferentes Valores e perpectivas do Mundo (interior e exteriormente). Nunca percebi Portugal (como povo), e os portugueses, dos que conheco, acho que nunca me perceberam a mim, a razao deste desentendimento estava em Mosambique, pois tinha sido la que me tinha formado como individuo. Triste e dizer que nunca ninguem quis honestamente perceber isto em Portugal.

Tentei-me adaptar como pude, cantei num Coro, fiz amigos na escola, fui escuteiro por 13 anos (fui de lubito ate chegar quase a Chefe), pertenci a um grupo de jovens cristao, namorei, voltei ao Coro (Harmonia), escrevi contos e satiras, fiz radio, escrevi num jornal sobre o meu unico refugio e paixao (Livros), como nao me podia eu integrar com tanta actividade social? Mas cinceramente, nunca me senti Totalmente integrado, depois de tudo isto.

Eu defino Integrado, como aquele sentimento que se tem noutro lugar/pais, etc, mas que no entanto, nos parece como se estivessemos na seguranca emocional do nosso Lar. Nao, raras vezes senti isso em Portugal...
Sempre me senti um estranho, e uma ovelha negra, e a minha vida era em Portugal um claro reflexo disso. Exemplo disso que escrevi, sao os poucos e cinceros amigos, que deixei em Portugal, em comparacao, com outros, que sempre "apregoaram aos sete ventos", Hipocritamente, ser meus amigos e nunca o foram Honestamente, e antes, me atacavam na minha ausencia.

Tenho que afirmar que gosto e respeito a nossa Cultura, do nosso Passado Historico (tirando a escravatura e a ditadura), as nossas paisagens, de Norte a Sul, da nossa litaratura, musica. Mas nao suporto, por mais que queira, o concervadorismo que vive entranhado nos nossos valores, a tacalhes de mentalidades presas num passado mais negro que o Futuro que ninguem parece construir; o medo da inovacao/diferenca, a heirarquia feudalistica que existe entre os ricos e pobres (mas que ninguem quer ver), a hipocricia das Aparencias, que faz com as pesssoas nao se apercebam que o Rei vai Nu, as pessoas vao "nuas", porque se escondem por tras daquilo que nao sao. E falta a Honestidade, porque temem as pessoas ser Cinceras, umas com as outras, em Portugal?.

Estas sao as maleitas do meu pais, mas parece que os "Poderosos" nao as conceguem/querem ver, porque se vissem, Portugal seria diferente, e teria um Futuro radiante. Portugal nao sofre so males economicos, sofre tambem de males morais e pessoais (que os portugeses nao vem ou nao querem ver) ha Depressoa nos portugues; pois cada um tenta subrepor-se ao outro, subrevivencia do mais forte, ha falta de respeito pelo Outro. E quanto mais rico e poderosos se - ou se Aparenta ser- quanto mais "rico", mais arrogante o individuo e.


Estes sao os males do Mundo moderno e Portugal/portugueses estao em Crise por terem vendido a Alma ao Diabo da Modernidade, por ter vontade de evoluir. Progresso e bom, mas ha diferentes formas de o alcancar. E hoje, que e Portugal, como Pais? e um pais de contradiccoes/decadencias, a todos os niveis. E todos nos, aprendemos essas contradiccoes nas aulas de geografia, "grandes cidades no litoral e desertificacao e pobresa no interior",

Enquanto os jornais repetem esta, "novidade", ate a exaustao, "os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres", sera que ninguem ve? claro que veem, estastitisticas e o que os "poderosos" veem, quando nao negam, a realidade obvia...e esse, e outro mal Portugues, muitos Numeros ($)(estatisticas) e Brucracia( que pouco resolvem) , como se pode Evoluir resuduzindo tudo a numeros brucraticos??... sera este "paraiso legalista" o Portugal que queremos??
Eu voltarei a estes topicos um dia, agora so deixo uma pergunta, que estao a fazer ao meu Pais? Unam-se e fassam alguma coisa, chegou o tempo de accao, o ze Povinho nao pode adormecer.


Onde esta o Portugal que todos queremos? onde esta a Alma portuguesa?Aonde? Digam-me Aonde esta?? ... nao esta nos Tribunais, nem esta nas grandes cooperacoes/empresas, nem nas Igrejas e seus santos, nem esta nos Bancos, nao se encontra nas Biliotecas ou Universidades, nem muito menos nos monumentos historicos, mas esta na nossa Historia;

Portugal vive sim, dentro daqueles que lutam para pagar contas atrasadas, naqueles que trabalham no campo e que tentam subreviver (como podem), naqueles que sonham por dias melhores, esta dentro daqueles que conhecem o significado literal da Dor/Desespero, esta naqueles que sofrem a concequancias das escolhas dos que Mandam e Podem, mas nada sabem ou sentem, esta nas caras tristes e nas almas dos que vivem sem saber porque vivem, dos perdidos...E Preciso encontrar a Alma perdida de Portugal agora..
Portugal esta nas Almas de todos os portugueses, mas e preciso que esses portugeses se unam e fassam alguma coisa...ou que Futuro tera Portugal? sera que ha Futuro? Qual e Como? Portugal um dia respondera, se quem de direito, Ouvir realmente....
......Mas voltemos aonde deixamos a narrativa, se querem saber, as razoes que me levaram a mim e a minha familia a emigrar, foi tudo dito no paragrafo anterior. No Canada encontrei muito daquilo que deixei em Mosambique e nao sinto, aqui, nada parecido ao que, alguma vez senti, em Portugal, por essa razao gosto do Canada como Pais onde ha espaco para se Ser e nao Parecer.
O Canada curiosamente e um pais que acolhe e sempre a colheu pessoas que procuram alternativas....mas sobre estas alternativas um dia as abordarei aqui, e que meus amigos, todos procuramos solucoes na nossa Vida, uns encontram-nas em "Casa/Pais", enquanto outros buscam-nas no Mundo (exterior)...

Guy Maddin, o director do Lirismo Surreal


***Existe no cinema/ lua negra/Canadiano algo que o faz unico, esse algo, talvez podera ser definido como uma busca/porque solidao?/ de individualidade e originalidade. Cronnenberg e conhecido pelas suas refleccoes entre o que e realidade ou ilusao, assim como uma eterna busca de alternativas bizarras e nao convencionais para contar historias e criar personagens. De certa forma, ha sempre uma busca/olha e ve/ uma constante experimentacao narrativa atraves do abstracto ou do surreal. Um destes /bela es eu/ directores reconheciveis pelo seu estilo cinematografico, e delirio filmico e Guy Meddin. Mas quem e/nao/ Guy Maddin, alem de ser canadiano?

Maddin nasceu em Winnipeg em 1957, quando jovem um irmao seu suicida-se e/nao ha nada/ isso ira de certa forma influenciar a sua cinematografia mais tarde. Depois de estudar Economia, Maddin passa horas a ver filmes de 16 mm, mas so sera/vago silencio/ depois de falar com uma amigo da escola de cinema, que lhe dira que com os materias nessecarios ele podera cirar os mesmos filmes/nao julgues/ que ele via, depois disto Maddin comeca a sua carreira cinematografica.

Comeca por escrever o guiao de/poeta imaginario/ "the Dead Father" e a partir dai/luz fusca/ a sua carreira comecara e nascera, com a seu estilo eestetico de filme antigo (dos 20's aos 40's) e lirismo absurdista-a lembrar Bunuel- e excentricidade gotica, porque e conhecido/porque olhas?/ que o faz um director de Culto, indiscutivel, mundialmente.

Quis partilhar com os leitores, porque foi depois de ver um filme de Maddin/de ti nada/ chamado "a musica mais triste do mundo", um dos filmes de mais facil "acemilacao" de Maddin, que me apaixonei por este tipo de cinema e autor, que me fez ver que so recunado no tempo, visualmente/estilisticamente, pode o cinema ser novo e fresco, alternativo, e ser realmente Cinema, como tanta/de mim, so...nada/ falta faz ao cinema de hoje em dia. Por esta razao decidi partilhar este "achado" com quem me le.

Para saber mais sobre este director/nao ha inocencia assim/ unico mundialmente, bastar carregar nas/para ja/ fotografias e no titulo deste artigo...
Enjoy




***(nota)- O artigo foi escrito desta forma "surreal", tendo como inspiracao central os filmes de Guy Maddin, obrigado pela sua leitura e por ter/flor de... azul/ aceite o desafio, perdao por qualquer desconforto.( Mais informacoes serao adicionadas ao artigo.)

O Genio de Emily Carr


Um dos Grandes Genios da Arte contemporanea Canadiana, e uma artista de seu nome Emily Carr, que embora seja pouco conhecida no estrangeiro, Emilly Carr pode, bem ser posta na companhia artistica, do espanhol Picasso, do frances Matise ou do americano, realista, Edward Hopper. So para "abrir o apatite" intelectual, sobre magnifica artista canadiana, aqui vao algumas informacoes. Emily Carr, nasceu em Victoria em 1871, depois da morte dos pais vai para Londres, onde comeca a estudar arte, tendo tambem passado pela boemica Paris em 1910, ano em que esta cidade "fervelhava" culturalmente ;sendo o Cubismo, que apareceu nas primeiras decadas do seculo vinte, um exemplo dos tempos que se viviam na Franca e na Europa.

Depois destes anos de parendizagem, Emily volta para o Canada, e e ai que se dara a maior influencia artistica de Emily atraves do contacto com os Indios (First Nations) Haida, Tsimshian e Tlingit, entre os quais ela conheceu pessolamente, tendo esta experiencia aberto as portas da experimentacao artistica e inspirando-a a escever sobre o que viveu e viu...

Hoje em dia existe em Vancouver um instituto com o nome desta assombrosa artista, assim como, esta em exposicao permanente na prestigiada Vancouver Art Gallery, quadros de varios periodos artisticos de Emily. Para saber mais sobre Emily Carr, e so teclar no titulo deste artigo que dara acesso a uma base de dados totalmente dedicados ao Genio de Emily Carr...

O Emigrante vai... e a Tradicao fica


Este parece ser o destino do emigrante...mudar de pais, de lingua e ate mesmo de cultura, mas no entanto permanecer agarrado as tradicoes dos seus antepassados. No entanto, isto levanta varias questoes, por examplo, se a pessoa saiu do seu pais porque trazer o seu pais consigo? para isso podia ter ficado la..nao?




No Canada nao e dificil encontrar portugueses que, das velhas geracoes, vivem presos ao passado...muitos tendo fugido do Salazar e da pobreza, para viram aterrar num pais avancado e com uma lingua que so alguns conseguem dominar.Mas acontece que Salazar, como simbolo da moral e do nacionalismo pelo nacionalismo, parece perseguir os emigrantes portugueses e nao importa onde eles vivam, sera esse o nosso destino como emigrantes? talvez ate seja.

Mas nem todos os emigrantes vivem presos a religiao ou a tradiccao, como forma de nostalgia ou como persistncia do passado no presente. Outros ha, que continuam a lembrar Portugal atraves de refleccoes sobre o nosso pais, ou atraves da poesia, litaratura, musica, danca, e ate mesmo do Fado, pois sabem que a nacionalidade de um pais nao vive nos seus santos ou igrejas, mas sim na sua Cultura, na sua generalidade.
Mas nisto de tradiccao ou da sua ausencia, ha sempre um problema que e desconhecido daqueles que nao emigram..este e que os se centram na igraja como unidade, moral e comunitaria, muitas vezes estao fechados a outros que tem uma visao um pouco mais independe do conceito de nostalgia e de abordagem da cultura portuguesa, prova disto e o facto de haveram em Vancouver does jornais publicados por portugeses de diferentes geracoes.

"O Voz Lusitana" e um jornal publicado pela antiga geracao e tem o apio da igreja, e nasceu como reaccao ao "Lustania". O "Lusitania" por sua vez e criado por uma nova geracao que procura outra forma de ver Portugal e a sua cultura, e esta imagem e postura jovem faz com este jornal pertenca a um grupo entre os quais o "Arco Iris" (organizacao gay).

Claro que estas duas visoes de Portugal sao irreconciliaveis, mas e preciso que se reflicta sobre este facto nao so no extrangerio mas tambem em Portugal. E fica a pergunta, quando ira a tradiccao se adaptar ao novo mundo? porque o mundo nao para, e a tradicao ja a muito ficou para tras......

Amigos, amigos...Onde estao?


Amigos, precisamos sempre deles e nao importa os defeitos, desleixos e conceitos que eles tenham, sao sempre uma forca que nos guia nas tempestades da vida. Este e um lado da emigracao que para mim, e creio para muita gente, ser uma parte importante do Ser, que deve ser preenchida para que a emigracao nao seja uma constante "tortura" de "trabalho, trabalho, familia, trabalho, familia, trabalho".

Quando vim para o Canada, tive que abandonar os amigos em Portugal e isso, nao posso negar, deixou me triste. Em Santiago do Cacem, uma pequena cidade onde vivia, as pesssos todas se conheciam e era facil ver os amigos e estar com eles, e isso levava que as amisades tivesses raizes fortes..Sendo que muitas das amisades que criei la ainda duram mesmo devido a distancia. Do Coral Harmonia ate os amigos que me veem a acompanhar desde a primaria, todos estao na minha memoria e nunca serao esquecidos.


Mas no Canada, as amisades sao algo mais "maleavel" e "flexivel", resultado do progresso e da rapidez do mundo comtemporaneo e da escolhas pessoais de cada um. Prova deste progresso e o facto que se pode fazer o 11 e 12 ano em seis meses, enquanto muitos levam anos a faze-lo. Como consequencia as turmas sao batantes pequenas. Mas voltemos aos amigos, como estudante, eu estou dentro deste sistema de aprendizagem de uma lingua o mais rapido possivel, e claro que, ao longo desta apredizagem nascem varias amizades, mas passado tres meses, muda-se tudo, de colegas e de professores. Pode-se ficar com os contactos e com a semente de uma amisade...mas a vida so ocasionalmente nos reune.


Muito se escreve afirmando que Vancouver e uma cidade se solteiros, parece-me que, como consequencia uma cidade de amigos ocasionais/passageiros, para o bem e para o mal, mas sempre com alguns pemanentes. Parece me que um o primeiro facto esta ligado directamente com o segundo, mas mesmo assim, esta e uma das cidades mais "amigaveis" (a todos os niveis) que ja tive o prazer de conhecer, constratando bem com o "cizentismo" de muitas cidades europeias, entre as quais Lisboa.
Vancouver e enorme (""550 mil habitantes comprimidos em 113 quilometros quadrados (na cidade propriamente dita) e 2,14 milhões de habitantes na sua zona metropolitana, Vancouver possui a segunda densidade populacional mais alta da America do Norte, so perdendo para Nova Iorque"") e talvez por isso tudo isto exista.

Outra instuicao que me ajudou a proposionar a possibilidade de amisades foi o Mosaico ( www.mosaicbc.com) pois voluntarie-me aqui e isso fez com que conhecese pessoas de varias partes do mundo, mas so pelo facto de falar e estar com eles , so isso ja fez desta experiencia de voluntariado algo muito importante, mas fica sempre a semente de uma amisade por florir.
Mas as amisades, resumindo, continuam a ser no Canada a primeira coisa sofrer o preco da modernidade, que se podera fazer?...

A Vida nem o Tempo para, por mais que desejemos que ela fassa umas "ferias". Mas se ha uma coisa que sempre levamos disto, a que chamamos Vida, sao as pessoas que se cruzam no nosso caminho e nos fazem crecer e evoluir a todos os niveis. E por causa da Impermanencia da vida temos sempre que avancar e nesse progresso fazer novos conhecimentos e nunca desistir de abrir o coaracao aos outros...porque sem os Outros, seremos apenas Sombras.

Vancouver: cidade Cultural

Vancouver, como todas as grandes metropoles e uma cidade que fervilha de cultura. Mas talvez aqui em Vancouver ha algo que o fas difente de outros lugares do mundo, essa diferenca e a acessibilidade a que se tem em relacao a Cultura, seja ela um exposicao de Arte, um Filme ou mesmo ou Livro.

Por exemplo anualmente a orquestra sinfonica de vancouver(http://www.vancouversymphony.ca/) actua durante alguns dias num espaco ao ar livre onde nao se paga bilhetes, isto faz com que muitos canadianos vao em grupos ver estes concertos. Em relacao a cinema os melhores servidos nesse aspectos sao aqueles que apreciam filme independentes e menos comerciais, para isso temos uma magnifica cinemateca (www.cinematheque.bc.ca) em que os bilhetes rondam entre os $7 e os $12, sendo este precos bastantes asseciveis para cinemas independentes .

Em relcao aos livros e onde ha mais escolha, na foto em cima o edificio com parecencas de Coluseu romano e a nossa biblioteca cantral e e sem duvida um dos grandes coracoes culturas de Vancouver.

Outro centro e o Vancouver Art gallery (http://www.vanartgallery.bc.ca/home.cfm)
neste lugar a cultura fervilha, litaralmente, e que nao ha fim de semana que nao se reunam organizacoes para reivindicar as suas ideias ha frente das colunas do museu( foto da esquerda), havendo por vezes exposicoes, debates, etc.

Mas voltemos aos livros, os livros sao objectos que se podem comprar com tanta facilidade que so nao compra ou nao le quem nao quer. Por examplo, nao ha biblioteca que nao venda livros em segunda mao, a precos de espantar ate ao maior alfarrobista de melhor coracao da feira do livro.

Mas nao julguem que por serem em segunda mao os livros sao maus, nada disso, nao faz muito tempo que comprei "Don Quixote" de Cervantes por um dolar, "o Senhor dos Aneis" por um dolar, "Entrevista com o Vampitro" de Anne Rice por cinquenta centimos,ou o "Imperio" de Gore Vidal por cinquenta centimos...Sem falsas modestias, no Canada pode-se comprar Livros com trocos, literalmente. Isto leva a que muitos canadianos, adeptos da leitura, leiam sempre que podem seja onde for, no autocarro, metro, a chuvao, com neve.

Uma sociedade, para evoluir e se desenvolver precisa de Cultura, pois so atraves de Cultura podera um cidadao avalaiar e conhecer o mundo em que vivem e o seu mundo interior. Mas esta nas maos dos poderosos e das elites a possibilidade de fazer da Cultura um bem de acesso facil a quem nao o tem ou pode, como o e no caso canadiano..

Havia mais a falar sobre a Cultura no Canada, mas ficara para outra altura..mas fica o pensamento. Nao fiquemos so no pensar...e preciso agir, pois foi de pensamentos postos em accao que se fez a America, o Canada, a Inglaterra, mas a que preco?..agora so falta uma coisa.."falta cumprir-se Portugal".

Arte de uma Cultura esquecida (first nations)




Os Indios (first nations) sempre foram uma cultura que teve sobre mim e um fascinio/encanto que nunca sube explicar. E acredito que aquilo que, esta fascinacao e partilhada por muitos que vivem na Europa ou em qualquer outra parte do mundo.
Seja como for, ha neles algo essencial (talvez a vida em tribo/ comuinidade para a construcao de um bem comum) a todos Nos Humanos. E que oi esquecido/destruido pela construcao e, arrogante afirmacao, daquilo a que chamamos"civilizacao"... mas eles saberao esta Historia melhor que eu, nao duvido.

Embora este seja o meu primeiro artigo sobre os Indios (first nations) gostava de, aqui, dar o mote para os artigos que escreverei sobre estes complexos povos das Americas.
O dificil e mesmo saber por onde comecar, seja la por onde agarre esta tematica, sei que nunca chegarei perto do que, os first nations, realmente Sao, Pensam e Vivem, mas la tentarei chegar por aproximacao/ refleccao.

Talvez seja melhor comecar pelo termo "First Nation", este novo termo e recente pois tem como obejectivo indenteficar estes povos. Porque se lhe chamase-mos indios estariamos divididos entre dois "indios", os cidadaos da India ou os povos descobertos pelas navegadores nas Americas? entao para simplificar isto, preferiu-se chamar aquilo que eles sem duvida sao, que e, a primeira nacao a chegar e a viver nas Americas.

Mas nao nego que, o termo soa muito "politicamente correcto", mas quem desejar saber mais sugiro que fassa uma pesquisa sobre este interesante termo, e acredito que aprendir outras facetas sobre a Historia da America e do Canada, do que os filmes de Hollywood alguma vez quizeram mostrar. Fica a sugestao.


Um aspecto sobre os first nation, que um dia aprofundarei, desconhecido de muitos nao-emigrantes e que, poucos indios se veem em Vancouver, de facto veem-se orientais que indios. Sendo cidade esta construida, e preciso nao esquecer, numa regiao geografica/economica onde varias tribos de indios vivram, nao lhe parece estranho caro leitor? onde sera que todas as tribos foram? e onde sera que estao hoje em dia?......

Mas hoje pode-se ver os first nations, relativamante falando, mas so atraves da sua Arte e dos seus produtos, e verdade. De facto, e preciso salientar, que e mais facil comprar uma mascara India do que ver um grupo de first nations. Quado se vai a lojas de lembrancas sao criacoes dos first nations que se ve, enquanto eles, nao se veem, falando literalmente. Quer dizer, talvez se veja ocasionalmente um ou dois no autocarro..mas de resto, nao se veem.
Mas os media nao os ignoram, pois existem alguns programas que abordam temas aborigenes, feitos por aborigines. Mas de resto parece, por vezes, existir uma certa amnesia colectiva em relacao a esta Cultura, que por vezes la se lembra dos reais donos desta terra.

O que me incomoda como habitante desta pais, e acho que nao devo ser o unico, e o facto de que a Historia e Sua Magestade, que um dia falarei, fez com que estes povos se tornassem "estranhos" na sua propria terra.
Pode-se sempre conhecer aprender e conhcer sobre uma Cultura, atraves da sua Arte, tenha ela que forma tiver, por isso como forma de lhe dar a conhecer esta Cultura fiz um link na foto e no titulo para que possa saber um pouco mais sobre este complexo e magnifico Povo, a que chamaram, first nation.



*(mais informacoes serao adicionadas a este arigo)

A sedutora valsa dos politicos

Na politica Canadiana, existe algo que acho surpriendente, pois do pais de onde venho nunca os politicos mudaram de lado politico com tanto avontade e expontaneadade como aocntece aqui. Em Portugal a politica e "levada a serio" parece-me, nao que no Canada nao se seja, mas as duas formas de estar na politica sao totalmente difentes, como e nao podia deixar de ser. Em Portugal, se um politico defente uma perpspectiva politica, vai defende-la ate os fins dos seus dias, ate ao ponto de ser menbro honorario, com estatua ou algo a mostrar que a sua dedicacao aquela esfera politica merece ser louvado e lembrado porque la vai na "linha genetica" da organizacao politica.
No Canada, a maneira de estar na politica, e um pouco como os canadianos, chamemos-lhe flexivel ou descontraida.

Talvez devido a historia, talvez devido a forma de fazer politica isto se explicara. Por examplo ja o decimo primeiro ministro, nos anos idos de 1921-1935, de seu nome Richard Benett, mu dou de idiologia politica depois de varias medidas politicas que resultaram em falha total.
Durante os dois anos de estadia no Canada, pelo menos dois casos houveram em que politicos mudaram de linha politica. Nao e que o sistema politico esteja a beira do colapso, mas quando isto acontece os politicos sao muitas vezes responsabilizados pelas "famosas" promecas que nunca chegaram a cumprir ou eleitores que se sentiram traidos pela subita alteracao de quem ele punham tantas esperancas...de resto nao mais danos politicos ou economicos a salientar.


Um dos casos mais famosos e a madamme na fotografia (tem link para a sua biografia). De nome Belinda Stronash, uma das pernonalidades importantes do partido conservador, que em 2005 mudou dos concervadores para os liberais, numa altura em que a "ameaca" das eleicoes voava sobre um desgastado partido Liberal.
Se este fenomeno nao acontece em Portugal, parece-me um sociologo sabera melhor que eu, que isto talvez se deva mesmo a razoes historicas. Depois de tanta instabilidade politica e social ao longo da nossa Historia e de uma tao longa ditadura. Acho se estal se desse com a mesma normalidade em Portugal, que se da ca no Canada, os policios que tomassem essa liberdade seriam talvez rotulados de "incompetentes" ou de "vergonha nacional".
Uma coisa tenho como certa, e que este fenomeno nao ocurrera tao cedo em Portugal, a nao ser que como o povo diz, que um santo caia do altar. Este e mais um fenomeno que quiz partlhar sobre a forma de se viver a politica em solo Canadiano.



**(a pequena foto e o parlamanto Canadiano em Ottawa)